Escolha um Estado
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
EspÃrito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
ParaÃba
Paraná
Pernambuco
PiauÃ
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
São Paulo
Sergipe
Tocantins
História do Brasil
Dados Gerais
Notícias
Vídeos
Mapas
O CityBrazil
Anuncie Aqui
Cadastre-se
Contato
Indicar o site
Indicar o CityBrazil Vip
Adicionar aos favoritos

Palavra chave:
Por Categoria
Por Nome
-Estado-
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
EspÃrito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
ParaÃba
Paraná
Pernambuco
PiauÃ
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
São Paulo
Sergipe
Tocantins
-- Cidade --
Brasil
Visualizando Post
ENOQUE ALVES, 56 anos
Continuando as lamentações em forma de verso e prosa, do tabaréu do antigo São Gonçalo de Brejo das Almas, hoje Francisco Sá, ´beldade do norte de minas`, pela abolição da INCELENÇA, cantiga agourenta, talvez herdada dos antigos escravos, a qual faziam nos velórios naquela época, diante dos defuntos:
Tinha tocha de papé
Cum vela e fulo nos pé,
Cordão branco na cintura.
Todo mundo arrespeitava,
Pros cadave se rezava
Na bêra da sipurtura.
Quando vinha um funerá
A gente via fechá.
Todas porta dos lojêro
Todo mundo era inducado,
Negociante e cachêro
Os cadave era velado
A noite intera dum lado.
Pros amigo da famia.
Tinha resa e oração
´incelença` e divução
Da meia noite pto dia.
Agora mudou, cumpade,
Um intêrro na cidade
Parece mais carnavá:
Os difunto vai levado
Nus tomove disparado
Intempo de se trombá.
Num tem mais cumpanhamento
É só carro baruiento
Atrás do corpo apitano.
O povo dá gargaiada
E o chofé das istrada
Puxa o difunto, pitano.
Acabou-se a ´zelação`
As cantiga de oração,
Pros morto no sumitero
Agora o difunto passa
A noite intera sem graça,
Sozinho no necrotero
Num se pode mais mandá
Otras pessoa pronta
Nem cachão nem sipurtura
Já tem as tal cumpania
Que cuida da enterraria
Pro conta da prefeitura.
Cadave num tem respeito
Vai levado de todo jeito
Nos tomove de buzina.
Quando passa um funerá
Os chofé pega a gritá:
_Puxa vida! ETA butina!.
Pra se morrê na cidade
Nem vale a pena cumpade.
Cum tanto rimiximento!...
Precisa inté registrá.
O difunto, pra interrá
No inscrivão dos casamento.
Deus do céu vai me ajudá
Qui quando a morte chegá
Pra mim, hai que sê na roça.
Quero vela e oração,
Cil´preste dentro das mão
E choradêra das grossa.
Cumpade, qui coisa horrive!...
Inté parece impussive,
Mais eu te conto: é verdade.
Nem pros pobre dos difunto,
O povo dá mais assunto
Lá pras banda da cidade.
Um grande abraço meus conterrâneos e amigos ´Brejeiros`. Semana que vem tem mais. Enoque A Rodrigues, de São Paulo, SP.
Postado em:
Francisco Sá
/
MG
- 30/10/2009 21:09:59
Ver todos os posts
Terça, 1 de Dez. de 2009
Usuário:(e-mail)
Senha:
Esqueci minha senha!
Acompanhe também as novidades do CityBrazil no
Copyright 2000/2008 - Todos os Direitos Reservados